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   R. dos Condes, 2-20

Jornal da Região, manchete da edição de 9 de Dezembro de 2002




ODÉON COM FUTURO INCERTO


O processo de recuperação do cinema Odeon continua por definir: ouvem-se vozes de personalidades da Câmara de Lisboa ou do Ministério da Cultura a elogiarem-lhe a arquitectura e o legado cultural à cidade, mas, na prática, o que se vê é uma enorme escuridão sobre o futuro desta quase centenária sala. A posição da Edilidade sobre o assunto tem sido digna de um filme mudo, apesar da proposta feita por um grupo de cidadãos, que pretende reabrir um Novo Odeon, centrado na Sétima Arte, mas com vocação de pólo cultural. Os donos da sala, por seu turno, fazem o seu papel: vendem a quem der mais...

A “paixão pelo cinema” é o que move um grupo de cidadãos, ligados às artes do espectáculo e restauro, na defesa do projecto “Novo Odeon”, com o qual querem manterá função primordial daquele espaço, nos Restauradores, abrindo-o também a pequenas produções teatrais, um ciber-café e venda de artigos da Sétima Arte. Boas ideias que têm esbarrado no preço do imóvel (perto de 500 mil contos) e na indefinição das entidades oficiais perante a hipótese de alguém comprar o edifício para outras funções.

“O IPPAR já iniciou a sua classificação, mas isso demora e o plano de protecção da Avenida, por si só, não é garantia; veja-se o Condes”, diz Paulo Ferrero, um dos promotores do “Novo Odeon”, salientando que, em termos de obras, bastariam cerca de 60 mil contos, pois o estado do imóvel é satisfatório.

Revitalizar a zona das Portas de Santo Antão é, também, o objectivo adiantado ao Jornal da Região por um representante da sociedade detentora do cinema. “O essencial é que seja um projecto de qualidade, mas não necessariamente na área cultural”, ressalvou.

Da Câmara de Lisboa, que terá ficado de dar resposta ao “Novo Odeon” até ao fim do ano, não foi possível obter qualquer posição oficial.